Na madrugada de quarta-feira (30), um homem foi detido na zona rural de Anastácio, a 134 quilômetros de Campo Grande, após invadir a casa da ex-companheira com uma arma. A ação criminosa foi abortada quando a mulher revelou estar grávida. No momento da invasão, a vítima estava acompanhada do filho de 4 anos.
Conforme informações, a mulher ouviu batidas na janela de sua residência e, ao verificar a situação, se deparou com o ex-companheiro armado. Ele entrou no quarto pela janela e começou a ameaçá-la. Durante a abordagem, ocorreu uma luta corporal em que a mulher foi agredida com tapas e puxões de cabelo. Os pais da mulher intervieram e ajudaram a conter o agressor até a chegada da Polícia Militar.
O suspeito afirmou aos policiais que sua intenção ao invadir a casa era matar a ex-companheira, mas desistiu do ato violento ao ouvir que ela estava grávida, além de ela ter implorado para que ele não atirasse. Durante a busca na casa do homem, a polícia apreendeu uma espingarda calibre .22 e 47 munições. Em uma propriedade rural pertencente à família do suspeito, foi encontrado um revólver calibre .38. Além disso, com ele, a polícia também confiscou uma espingarda calibre .44 e seis munições intactas.
O caso foi registrado sob várias acusações, incluindo tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal no contexto de violência doméstica, e crimes associados à posse ou porte ilegal de arma de fogo. As autoridades reforçam a importância de medidas de proteção para vítimas de violência doméstica.
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, está disponível 24 horas por dia para atender mulheres em situação de vulnerabilidade. Além da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), a Casa oferece serviços da Defensoria Pública, do Ministério Público, e da Vara Judicial de Medidas Protetivas, além de suporte social e psicológico.
A população também pode contar com a Central de Atendimento à Mulher, disponível pelo telefone 180, que oferece anonimato e orientação, e o número 190, para emergências. O serviço de atendimento funciona ininterruptamente, todos os dias da semana, refletindo a seriedade da violência contra a mulher no Brasil.