Fase final do caso de filha que mandou matar pais em Anastácio

O processo envolvendo Maria de Fátima Luzni Fernandes e Wendebrson Haly Matos, acusados de mandarem matar os próprios pais, entra na fase de alegações finais [...]

O caso que investiga a morte de Maria Clair Luzni e Vilson Fernandes Cabral, ambos com 50 anos, está se aproximando do encerramento na Justiça. A filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, e seu então marido, Wendebrson Haly Matos da Silva, são os réus do duplo homicídio ocorrido em Anastácio, a 123 km de Campo Grande. Após a audiência de instrução e julgamento realizada em 1º de setembro, o processo avançou para a fase de alegações finais.

Conforme a denúncia, em 27 de março, por volta de 00h30, os acusados teriam planejado e contratado dois homens para assassinar Maria Clair. Os matadores foram até a casa da vítima e a atacaram com golpes de faca, resultando em sua morte. O casal é acusado de agir movido por ganância, com o objetivo de ficar com a casa e o dinheiro que seria obtido com a venda do imóvel. A insatisfação com os valores oferecidos pelos pais em relação à venda da residência motivou o crime.

Durante os interrogatórios, Maria de Fátima revelou que seu marido discordava da proposta de divisão do valor da venda da casa, o que gerou um descontentamento. Segundo ela, o marido acreditava que ela tinha direito a 50% do montante, por ser filha e herdeira. Além disso, Maria mencionou que a dívida de seu pai com um dos contratados foi um fator que facilitou a situação, descrevendo a circunstância como uma oportunidade de "unir o útil ao agradável".

As circunstâncias do crime foram brutais. Vilson Fernandes foi ferido na região torácica, no abdômen e nas costas. Maria Clair, ao tentar fugir dos agressores, gritou por socorro, mas foi alcançada e atacada com golpes fatais nas costas, nas proximidades do coração. Neste momento, ambos os acusados permanecem detidos e foram ouvidos na audiência do dia 1º de setembro. Uma nova testemunha está agendada para ser ouvida no próximo dia 15.

Com o processo agora em fase de alegações finais, a defesa dos réus terá a oportunidade de apresentar suas considerações sobre o caso, destacando os principais fatos e provas. Um dos advogados envolvidos afirmou estar confiante de que o processo esclarecerá a conduta dos réus e que a Justiça responsabilizará os verdadeiros culpados. Maria de Fátima Luzni Fernandes conta com o apoio da Defensoria Pública na sua defesa.

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