Na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Antidotum resultou na Prisão da Presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e de mais cinco pessoas. A ação investiga fraudes e desvios que totalizam pelo menos R$ 4,9 milhões em contratos relacionados ao maior hospital de Mato Grosso do Sul.
Além de Alir, foram detidos Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, Rinaldo Hakme Romano, Maurício Aparecido Benites, Alessandro Dias Junqueira e Monique Gregório de Oliveira. A operação, que foi coordenada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia.
Alir Terra Lima, que é advogada e cumpre seu segundo mandato à frente da instituição, foi presa e encaminhada para uma cela especial no Presídio Militar. Paulo Guilherme Mariosa também foi levado para a mesma unidade. Os outros quatro detidos foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol).
A operação teve como foco a investigação de irregularidades no setor financeiro da Santa Casa, que lida com serviços de saúde essenciais. Nos dias 24 e 28 de agosto deste ano, reuniões entre representantes do Ministério Público, da Santa Casa e das secretarias de Saúde estadual e municipal foram realizadas para discutir a continuidade dos serviços hospitalares, que enfrentavam dificuldades devido à falta de medicamentos e insumos médicos.
Em resposta à operação, a Santa Casa afirmou estar colaborando com as autoridades e se colocou à disposição para fornecer informações adicionais. A instituição destacou que aguarda acesso aos autos para entender melhor as acusações e se comprometeu a apresentar uma manifestação detalhada assim que possível. A nota também reafirmou que os atendimentos à população continuam normalmente, sem qualquer interrupção nos serviços prestados aos pacientes.
A escolha do nome "Antidotum", que significa antídoto em latim, simboliza uma medida para neutralizar problemas relacionados à corrupção e fraudes no setor de saúde, refletindo a gravidade das acusações e a necessidade de ações contundentes contra práticas ilícitas.