João José da Costa Pimentel assumiu o Governo de Mato Grosso em 8 de setembro de 1849. Sua passagem pelo cargo foi marcada por uma série de dificuldades e eventos trágicos, conforme relatado por Estevão de Mendonça. Durante sua gestão, Pimentel enfrentou situações complicadas, especialmente no Sul do Estado.
Um dos episódios mais lamentáveis ocorreu quando Pimentel, após se adiantar de sua comitiva, perdeu um filho, que era oficial do exército e seu ajudante de ordens. O jovem foi vítima de um ataque de índios bororos nas proximidades do rio Itiquira. Essa perda pessoal teve um impacto significativo na administração do governador, que lidava com questões políticas e de segurança na região.
Em junho de 1850, Pimentel tomou a decisão de ocupar militarmente o Fecho do Morros. No entanto, essa ação se mostrou problemática, uma vez que o governo da República do Paraguai enviou tropas para desalojar a guarnição brasileira. O destacamento sob o comando de Pimentel contava com apenas 25 soldados, enfrentando uma força paraguaia estimada em cerca de 800 homens.
Diante da clara desvantagem numérica, a guarnição brasileira foi forçada a abandonar a posição, o que culminou na exoneração de Pimentel. Sua saída do cargo se deu por conveniência da política externa, e o capitão de fragata Augusto Leverger foi nomeado como seu sucessor, sendo considerado uma figura mais alinhada ao presidente Carlos Antônio Lopes.
Esses eventos ilustram a instabilidade e os desafios enfrentados por Pimentel durante seu breve mandato. A HISTÓRIA de sua administração é um reflexo das complexidades políticas e sociais da época, que moldaram o desenvolvimento do Governo de Mato Grosso. O impacto de sua gestão ainda é discutido e analisado por historiadores e estudiosos da região.