No dia 5 de setembro de 1918, Rosário Congro foi empossado como Intendente Geral de Campo Grande, após ser nomeado pelo presidente do Estado, dom Aquino Correa. A nomeação ocorreu em um contexto de crise política, que havia gerado uma dualidade de Câmara e Juizes de Paz, complicando a administração pública e judicial da cidade. Para resolver essa situação, a Assembleia Legislativa do Estado decidiu anular as eleições ocorridas em 2 de novembro do ano anterior e autorizou a nomeação de um Intendente Geral, que teria também poderes legislativos, retirando, assim, a autonomia do município.
A intervenção foi formalizada por meio da lei n.º 768, datada de 9 de julho de 1918, e a nomeação de Rosário Congro foi oficializada pelo ato n.º 329, em 14 de agosto do mesmo ano. Durante o mesmo ato, foram nomeados os Juizes de Paz: Antônio Benjamim Correa da Costa, Leopoldo Gonçalves dos Santos e João Coelho, com suplentes designados. É importante notar que Cândido da Costa Lima, um dos suplentes, não prestou o compromisso legal necessário.
A posse de Congro foi marcada por um evento que contou com a presença de um público considerável. A banda do 5° regimento, em um gesto de cortesia, se apresentou durante a cerimônia. O novo intendente fez um discurso em que delineou as diretrizes de sua administração, o que foi bem recebido pelos presentes. Ele também leu seu primeiro ato de empossamento e, em seguida, nomeou seu secretário e tesoureiro, dando início às suas atividades no cargo.
A população de Campo Grande reagiu positivamente à normalização da gestão municipal e expressou sua confiança na nova administração. A escolha de Rosário Congro foi considerada acertada por dom Aquino Correa, o presidente do Estado, que atuou na nomeação do novo intendente.
Em um contexto mais amplo, Campo Grande está celebrando, em 2026, 153 anos de fundação. A HISTÓRIA da cidade é rica e repleta de eventos significativos, documentados no livro "Campo Grande 150 Anos de HISTÓRIA", escrito pelo jornalista Sergio Cruz, que explora desde a guerra do Paraguai até a epidemia de covid-19. A obra, com 468 páginas, é uma importante fonte de conhecimento sobre a trajetória da cidade.