Motorista envolvida em acidente fatal foi presa anteriormente por colisão semelhante

A motorista de 64 anos, que causou a morte da motociclista Analia Alves Bandeira, de 43, já havia sido detida por outro acidente em 2020. [...]

Uma motorista de 64 anos, envolvida na morte da motociclista Analia Alves Bandeira, de 43 anos, em Campo Grande, já tinha um histórico de complicações semelhantes. Em 2020, ela foi presa após um acidente entre um carro e uma moto no bairro Aero Rancho. No incidente mais recente, ocorrido na tarde de quarta-feira (2), na Avenida Gunter Hans, a motorista pressionou Analia contra a traseira de um caminhão, resultando na morte da vítima.

A Justiça concedeu prisão domiciliar à condutora nesta quinta-feira (3) e determinou a apreensão do veículo. O acidente que vitimou Analia ocorreu quando ela parou em um semáforo vermelho atrás de um caminhão e foi atingida pelo carro da motorista, que não conseguiu frear a tempo. O motorista do caminhão, de 31 anos, afirmou que estava descarregando mercadorias em um atacadista quando ouviu o barulho da colisão e encontrou Analia gravemente ferida.

Este não é o primeiro envolvimento da motorista em um acidente. Em 3 de junho de 2020, ela foi presa após uma colisão com uma motocicleta também no bairro Aero Rancho. Naquele dia, a Polícia Militar foi chamada por moradores que relataram o acidente. A motorista havia fugido do local antes da chegada da PM, e quando encontrada, apresentava sinais de embriaguez, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro. O motociclista, de 19 anos, foi socorrido e levado à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com escoriações.

Durante o atendimento, a motorista demonstrou comportamento agressivo e alegou que havia bebido cerveja. Após o acidente, ela tentou deixar o local novamente, mas foi contida pelos policiais. No registro do acidente, foi mencionado que a motorista não obedeceu à sinalização de "Pare" e avançou em uma via preferencial, colidindo com a motocicleta.

No acidente recente, Analia não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A motorista do Prisma, que a atingiu, foi encaminhada para atendimento médico na UPA Leblon, apresentando sinais de mal-estar após o acidente. Em seu depoimento, alegou que a visão foi prejudicada pelo sol no momento do impacto, embora estivesse dirigindo com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida e suspensa, o que negou saber.

A situação levanta preocupações sobre a segurança no trânsito e a responsabilidade dos motoristas, especialmente em casos de reincidência em acidentes com vítimas fatais.

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