Tempestade geomagnética é esperada na Terra até sábado

Uma tempestade geomagnética, resultado de ejeção de massa coronal, pode trazer impactos a sistemas elétricos e gerar auroras boreais em regiões dos Estados Unidos. [...]

Entre os dias 29 e 27 de agosto, a Terra estará sob um alerta de tempestade geomagnética devido a uma ejeção de massa coronal (EMC) solar. O aviso foi emitido pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), que destacou a peculiaridade do fenômeno em comunicado divulgado na quarta-feira, 26.

A ejeção de massa coronal consiste em uma grande liberação de plasma e campo magnético proveniente do Sol, que pode causar um aumento na atividade geomagnética ao entrar em contato com o campo magnético da Terra. Essa ocorrência é considerada incomum, mas não é rara, segundo a NOAA.

Além da EMC, outro fator que contribui para a tempestade é o buraco coronal, uma zona na coroa solar onde a densidade de plasma é menor e que permite a fuga do vento solar em alta velocidade. Essa interação gera fluxos de alta velocidade (HSS), que ao alcançarem a proximidade da Terra comprimem o campo magnético do planeta. Quanto mais intenso for o impacto, maior será a perturbação no campo, aumentando as chances de uma tempestade geomagnética.

A NOAA classifica as tempestades geomagnéticas em uma escala de G1 a G5, onde G5 representa o nível extremo. Para este final de semana, as previsões indicam uma tempestade de nível G2, que é classificada como moderada. As áreas em altas latitudes podem observar alarmes de tensão em seus sistemas de energia, além da possibilidade de que tempestades prolongadas causem danos aos transformadores elétricos.

No nível G2, a propagação de rádio em alta frequência (HF) poderá sofrer atenuação em latitudes mais altas. Além disso, é possível que auroras boreais sejam visíveis em locais tão ao sul quanto Nova York e Idaho, localizados aproximadamente a 55° de latitude geomagnética, conforme informações da NOAA.

No contexto imediato, a NOAA já havia alertado na quarta-feira sobre a expectativa de que uma tempestade geomagnética de menor intensidade, na categoria G1, chegasse à Terra no dia 27, o que poderia resultar em oscilações na rede elétrica e impactos mínimos em satélites, além de afetar aves migratórias.

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