Seis meses de conflito: EUA e Israel reajustam estratégia contra Irã

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa seis meses, com Donald Trump sinalizando uma mudança de foco em sua estratégia, priorizando [...]

A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã chega ao seu sexto mês nesta sexta-feira (28), superando as previsões iniciais do presidente Donald Trump, que esperava um desfecho rápido para o conflito. Atualmente, Trump afirma que não há pressa em encerrar as hostilidades, indicando uma alteração na abordagem, que agora prioriza a pressão econômica sobre Teerã.

Recentemente, o governo Trump lançou a “Operação Economic Outcast”, uma iniciativa destinada a intensificar o isolamento econômico do Irã. Essa operação inclui ameaças de sanções contra países e entidades que continuem a manter relações comerciais com Teerã. Essa mudança de estratégia acontece em meio a uma avaliação da redução dos estoques de munição por parte das Forças Armadas dos EUA, preocupadas com a prontidão militar em outras regiões do mundo.

Trump declarou que a campanha militar já causou sérios danos à liderança, às Forças Armadas e à economia do Irã. Ele ressaltou que o país enfrenta dificuldades financeiras, afirmando que as tropas iranianas não estão sendo pagas. Apesar das dificuldades, o presidente americano ainda não demonstra interesse em diálogos com o governo iraniano, enfatizando que não há planos para reuniões.

As expectativas iniciais de um conflito breve contrastam com a realidade atual. Em uma postagem nas redes sociais, Trump compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial com a frase “missão cumprida”. O custo da guerra já ultrapassa US$ 37,5 bilhões para os Estados Unidos, enquanto autoridades iranianas estimam que os danos diretos e indiretos sofridos pelo país somem aproximadamente US$ 270 bilhões.

Os ataques israelenses realizados nas primeiras semanas do conflito tiveram um impacto significativo, atingindo a estrutura de liderança do Irã, incluindo a morte do aiatolá Ali Khamenei. Apesar das perdas, o Irã ainda mantém sua influência no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio marítimo. Trump afirmou que a passagem está “aberta”, com 24 embarcações cruzando o estreito no dia anterior, embora esse número esteja muito abaixo da média de cerca de 130 navios que transitavam diariamente antes do início da guerra.

Enquanto isso, o Catar e o Paquistão continuam em busca de soluções diplomáticas. O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, visitou Teerã recentemente, expressando a preocupação de que Washington possa estar subestimando a resiliência do Irã, que se adaptou a sanções por décadas. Ele alertou que a determinação iraniana não deve ser subestimada.

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