Prefeitura de Ladário prorroga contrato de R$ 3,9 milhões com empresa investigada

O contrato com a empresa André L. dos Santos Ltda. foi prorrogado por mais um ano, mantendo valores e serviços. O empresário está sob investigação [...]

A empresa André L. dos Santos Ltda., liderada pelo empresário André Luiz dos Santos, conhecido como Patrola, teve seu contrato prorrogado por mais um ano com a Prefeitura de Ladário, município situado a 419 km de Campo Grande. Desde 2024, Patrola é fornecedor de máquinas e mão de obra para a prefeitura, apesar de ser alvo de investigações por corrupção e bloqueio de bens.

O terceiro termo aditivo do Contrato nº 80/2024 foi publicado na edição do Diário Oficial da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) na sexta-feira (21). Este aditivo é resultado da Concorrência nº 3/2024, vencida pela empresa do empreiteiro. O novo prazo de vigência do contrato foi estipulado para iniciar em 5 de setembro de 2026 e se estender até 5 de setembro de 2027.

Conforme o aditivo, os valores pagos anteriormente serão mantidos, totalizando R$ 3.956.173,45. O documento foi assinado pelo secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Waldecyr Ferreira de Arruda, e pelo empresário André Luiz dos Santos.

O contrato estabelece a locação de diversos equipamentos pesados, como escavadeiras hidráulicas, pá carregadeiras, rolos compactadores e caminhões basculantes, além de fornecer mão de obra e materiais necessários para a execução dos serviços. Inicialmente, o valor do contrato era de R$ 3.767.784,24, mas um primeiro aditivo em julho de 2025 adicionou R$ 188.389,21 ao total.

André Luiz dos Santos, também conhecido como Patrola, é um dos denunciados em investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) relacionadas a fraudes em contratos de serviços de manutenção de vias em Campo Grande. As operações, denominadas Cascalhos de Areia e Máquinas de Areia, apuram irregularidades que podem ultrapassar R$ 100 milhões.

Recentemente, o empresário teve bens e valores bloqueados devido a um acidente ocorrido na MS-080, em Rio Negro, que resultou na morte de um motociclista atropelado por um caminhão da ALS Transportes, empresa também ligada a ele. A decisão do juiz Wilson Leite Corrêa, da 5ª Vara Cível de Campo Grande, resultou no bloqueio de R$ 1.063.051,81 em bens, além de restrições a 14 veículos avaliados em R$ 2.576.571,00.

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