Eduardo Razuk é acusado de utilizar licença da Paraíba para irregularidades em sorteios

A investigação da Polícia Civil revela que Eduardo Razuk teria criado um esquema para promover sorteios ilegais de veículos, movimentando cerca de R$ 100 milhões [...]

O influenciador digital Eduardo Razuk foi preso durante a Operação Rodas da Sorte, realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por envolvimento em um esquema de sorteios digitais de veículos de luxo que supostamente operava de maneira ilegal. A investigação indica que a rede de Razuk movimentou cerca de R$ 100 milhões em um período de seis meses, utilizando uma licença da Loteria da Paraíba para tentar conferir uma aparência de legalidade aos sorteios.

No esquema, uma agência no Rio de Janeiro atuava como intermediadora entre Razuk e uma operadora credenciada na Paraíba. Essa estrutura complexa permitia que os sorteios fossem divulgados nas redes sociais do influenciador, mas na prática, ele era quem organizava as rifas, comprando os veículos em seu nome. Com isso, o esquema visava contornar a legislação federal que regula as loterias e apostas, violando dois pontos importantes: a proibição da sublocação dos direitos concedidos pela Loteria da Paraíba e a jurisdição territorial das autorizações estaduais, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

A empresa paraibana, que fornecia a licença, atuava como um “testa de ferro”, cedendo seu cadastro e autorização para que os sorteios fossem realizados. Isso permitiu que os bilhetes fossem comercializados em escala nacional via PIX, com os lucros sendo repassados posteriormente ao influenciador. A manobra foi identificada como uma tentativa de burlar o sistema, permitindo que Razuk atuasse como mais do que um simples divulgador dos sorteios.

Durante a operação em Campo Grande, as equipes da Denar participaram das ações, que resultaram na prisão de Razuk e de seu irmão, Rafael Razuk, ambos acusados de venda ilegal de rifas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação também apura a ligação com atividades de lavagem de dinheiro relacionadas ao tráfico de drogas em estado do Rio de Janeiro.

Além disso, o proprietário da FM, Cícero Fabiano Melo Silva, foi detido na Paraíba. Ele foi encaminhado a um presídio após a audiência de custódia e é considerado responsável pela exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar, estando sob investigação por supostos mecanismos de lavagem de dinheiro. A defesa de Melo Silva alega que o Paraíba Premiado não está relacionado com as atividades investigadas.

A segunda agência envolvida no esquema, sediada no Rio de Janeiro, não respondeu aos questionamentos feitos. A LOTEP também foi contatada, e a resposta está sendo aguardada. O espaço permanece aberto para manifestações de todas as partes envolvidas.

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