Polícia Civil realiza operação para investigar fraudes em internações no MS

Na manhã desta terça-feira (18), a Polícia Civil deflagrou a Operação Terapêutica, que visa apurar fraudes em serviços de internação custeados pelo Poder Público em [...]

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul iniciou, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Terapêutica, que investiga possíveis fraudes em serviços de internação de dependentes químicos financiados pelo Poder Público. Durante a operação, uma pessoa foi encontrada em situação de cárcere privado, evidenciando a gravidade das ações investigadas.

No total, foram emitidos 14 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio patrimonial que ultrapassa R$ 1 milhão. A investigação busca desmantelar uma estrutura criminosa que envolve empresas que prestam serviços de internação, as quais, embora formalmente distintas, mantêm vínculos que visam enganar o sistema público e causar prejuízos aos cofres públicos.

A apuração envolve 13 pessoas físicas e jurídicas que estão sendo investigadas por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a administração pública. As ações policiais se concentraram nas cidades de Dourados, Fátima do Sul, Deodápolis, Glória de Dourados e Ponta Porã.

Durante a operação, três indivíduos foram autuados em flagrante por posse irregular de armas de fogo, tráfico de drogas, sequestro e cárcere privado. As equipes também apreenderam três armas, munições, medicamentos controlados em desconformidade, cartões bancários de terceiros e diversos documentos que servirão como provas no inquérito.

Os estabelecimentos investigados, associados ao grupo criminoso, teriam oferecido serviços de internação sem atender aos requisitos técnicos exigidos para serem considerados clínicas especializadas. As inspeções realizadas pela Vigilância Sanitária e outros órgãos de fiscalização revelaram a falta de alvarás sanitários, ausência de equipe técnica mínima e condições inadequadas das instalações.

A decisão judicial que autorizou a operação apontou contratações diretas pelo Poder Público e situações decorrentes de processos judiciais que não respeitaram os trâmites legais. Movimentações financeiras atípicas entre as pessoas e empresas investigadas também foram identificadas, levantando suspeitas sobre práticas de lavagem de dinheiro.

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