Homem é alvo de atentado após ordenar morte de delator em Sidrolândia

Um homem de 31 anos foi baleado em Sidrolândia, após ser denunciado por ordenar a morte de um delator durante um tribunal do crime. O [...]

Um homem de 31 anos foi alvo de uma tentativa de execução na tarde de quarta-feira (12) no bairro Pindorama, em Sidrolândia, município localizado a 70 km de Campo Grande. Ele é réu em um processo que o acusa de ter ordenado a morte de um delator durante um 'julgamento' realizado por um 'tribunal do crime' em 8 de julho de 2024. A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que também o acusa de integrar uma organização criminosa.

O delator, de 26 anos, foi atraído até a casa da namorada do acusado, onde a mulher fez uma videochamada para que o namorado, que estava preso, pudesse participar do ato. Durante a chamada, o grupo decidiu o destino do delator, que havia falado sobre os membros da organização em seu depoimento na delegacia, após ser preso por tráfico de drogas.

Conforme a acusação, o mandante leu o interrogatório policial do delator, que teria sido obtido por meio de seu advogado. Na “sessão” do tribunal, o homem foi agredido com coronhadas, teve suas mãos e pés amarrados e foi mordaçado. Após perder a consciência, ele foi colocado no porta-malas de um veículo Corsa de cor preta e levado para uma área próxima a uma fazenda na MS-162. Ele conseguiu escapar enquanto o carro parava, após acordar e se desamarrar, e acionou a Polícia Militar (PM).

Além do caso de tentativa de homicídio, o MPMS também apontou que, entre 2023 e 2024, o réu e sua namorada estariam envolvidos em uma organização criminosa voltada para o tráfico de entorpecentes. O casal é acusado de manter um ponto fixo de vendas de drogas na Rua Leoncio, onde foram abordados por policiais. Durante a ação, um dos suspeitos do atentado tentou se desfazer de um revólver calibre .38, que continha cinco munições intactas, além de outras munições encontradas na bagagem dos envolvidos.

A namorada do réu confessou ter pilotado uma motocicleta Yamaha Factor YBR, que estava sem documentação e com o motor substituído. Ela relatou que abandonou a moto e os objetos usados no crime em uma mata no final da Rua Jatobá, mas as armas não foram encontradas. Um dos suspeitos também tinha mandado de prisão em aberto, e o caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia.

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