Dólar alcança R$ 5,16 após rebaixamento do Brasil pelo JPMorgan

A moeda norte-americana encerrou em alta de 0,98%, acompanhando a queda do Ibovespa e o rebaixamento da recomendação do Brasil pelo JPMorgan, impactando o mercado [...]

Na terça-feira, 11, o real apresentou o pior desempenho entre as principais moedas, com uma queda superior a 2% do Ibovespa e uma saída de investidores estrangeiros. O rebaixamento da classificação do Brasil pelo JPMorgan e as pesquisas que mostram o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro foram citados como fatores que influenciaram esse movimento.

O dólar à vista, que atingiu uma máxima de R$ 5,1778, fechou com alta de 0,98%, cotado a R$ 5,1608, o maior valor desde 7 de julho, quando encerrou a R$ 5,1528. Em agosto, a moeda acumulou valorização de 1,78%, após uma queda de 1,79% no mês anterior. No acumulado do ano, as perdas do real são de 5,98%.

Marcos Weigt, diretor da Tesouraria do Travelex Bank, comentou que o rebaixamento pelo JPMorgan teve um impacto imediato no mercado, já que há um foco crescente nas eleições. Ele destacou que, embora o real tenha se valorizado em julho em relação a outras moedas emergentes, agora está revertendo essa tendência.

O JPMorgan ajustou a recomendação do Brasil de overweight para neutro, citando limitações para cortes na taxa de juros e a desaceleração da atividade econômica. O banco observou que, tradicionalmente, os ativos brasileiros tendem a apresentar desempenho inferior nos seis meses que antecedem as eleições, acompanhado de um aumento na volatilidade dos mercados.

O mercado de câmbio iniciou o dia com o dólar em baixa, chegando a romper a barreira de R$ 5,10, com mínima de R$ 5,0989. Porém, a reviravolta nas transações de câmbio e a queda do Ibovespa ocorreram após o rebaixamento e a divulgação de uma pesquisa CNT/MDA que reforçou o favoritismo de Lula. Outro levantamento, realizado pela Futura, também posicionou o candidato petista à frente nas intenções de voto.

Além disso, a leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi considerada positiva, apontando uma inflação acumulada em 12 meses abaixo do teto da meta de 4,5%. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) demonstrou um tom mais dovish, indicando que ainda há espaço para a continuidade do ciclo de corte da Selic.

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