A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou D’andre Grayson e Mayanna Angelina Rodgers pelo homicídio duplamente qualificado e tortura majorada por cinco vezes, na última terça-feira (11). O casal é acusado de agredir o filho, Oliver Golden Grayson, que faleceu aos 3 anos em Viamão, após ser espancado. A criança morreu no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre no dia 9 de julho, apresentando traumatismo cranioencefálico grave.
De acordo com a investigação, D’andre admitiu ter agredido o menino por não ter recebido um “bom dia” do filho. Além de Oliver, os pais também são suspeitos de agredir os outros cinco filhos, com idades entre 1 e 9 anos, desde o nascimento do primogênito. As crianças apresentavam marcas e cicatrizes visíveis pelo corpo, evidenciando um histórico de maus-tratos.
No dia 9 de julho, a prisão em flagrante de D’andre foi convertida em prisão preventiva. Durante a investigação, a polícia descobriu que Mayanna também poderia estar envolvida nas agressões. A Justiça, então, determinou a prisão preventiva da mãe e uma medida de proteção para as crianças, afastando-as dos pais.
No dia da morte de Oliver, Mayanna estava no quarto ao lado enquanto as agressões ocorriam, sem intervir. A delegada Luana Medeiros informou que D’andre foi indiciado por violência doméstica e familiar contra a companheira, incluindo crimes como injúria, vias de fato, violência psicológica e estupro. Entretanto, isso não exime Mayanna de sua responsabilidade nas agressões contra os filhos.
A gravidade do caso chamou a atenção da sociedade e das autoridades, que buscam agora garantir a proteção das crianças envolvidas e a responsabilização dos pais por seus atos. O caso, conhecido como Caso Oliver, levanta questões sobre a violência doméstica e os mecanismos de proteção às crianças no Brasil.