Bebê sequestrada em Campo Grande será levada para cuidados na Capital

Ayla Emanuelly, resgatada no Paraguai após sequestro, deve chegar a Campo Grande nesta segunda-feira. O casal preso pelo crime permanece à disposição da Justiça. [...]

A bebê Ayla Emanuelly, que foi sequestrada Em Campo Grande na última semana e resgatada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, deverá ser levada para a Capital ainda nesta segunda-feira (10). A informação foi confirmada pela conselheira tutelar de Ponta Porã, que assegurou que a criança está bem de saúde.

"Ela está perfeitamente bem, passou por atendimento no hospital de Pedro Juan e não apresenta ferimentos. Está mamando uma fórmula e se encontra em ótimo estado", afirmou Danielle dos Santos. A conselheira também mencionou que a criança deve ser transferida para Campo Grande, onde receberá acompanhamento familiar.

Ayla Emanuelly, com apenas 28 dias de vida, foi resgatada em segurança. O casal Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, preso pela polícia paraguaia no bairro Virgen de Caacupé, foi entregue à Polícia Federal. O casal está à disposição da Justiça, enquanto a bebê permanece em abrigo sob proteção institucional até que o processo de reencontro familiar seja concluído.

Os agentes que realizaram a entrega do casal no Posto de Controle Migratório em Pedro Juan Caballero descobriram que Weliton estava utilizando documentos falsos para ocultar um mandado de prisão em seu nome, expedido pela Vara da Comarca de Apuí, no Amazonas. Ele foi condenado a 17 anos de prisão, o que levanta questões sobre seu passado criminal.

A polícia paraguaia também prendeu um homem suspeito de ter ajudado no sequestro, que teria fornecido uma casa para esconder a bebê. Ele negou saber o motivo do abrigo. A família do suspeito alega sua inocência, afirmando que ele apenas emprestou a casa a um conhecido. A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) apoiou a operação que resultou na prisão do homem.

O sequestro da recém-nascida ocorreu na quinta-feira (6), quando a mãe da criança e sua irmã foram mantidas reféns junto a Ayla por mais de 13 horas. A situação gerou grande preocupação e mobilização das autoridades, culminando no desfecho positivo com o resgate da bebê no Paraguai. A Polícia Civil e o Conselho Tutelar estão envolvidos no acompanhamento do caso, assegurando a proteção da criança e a regularização de sua situação junto aos familiares.

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