Mãe de recém-nascida rescata-se de acusações em caso de sequestro

Ayla Emanuelly Pereira de Souza, uma recém-nascida resgatada em um caso de sequestro, teve sua mãe adolescente de 17 anos defendida pela família, que afirma [...]

A família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza, que foi resgatada na tarde de quinta-feira (6) após um suposto sequestro, defende a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, alegando que as acusações contra ela são infundadas. De acordo com a avó de Ayla, que preferiu não ser identificada, a jovem nunca faria algo que colocasse em risco a vida da filha. Em declaração ao Jornal Midiamax, ela afirmou: "Ela é mãe, jamais iria vender o bebê".

A avó também comentou sobre os momentos difíceis que a família enfrentou enquanto a recém-nascida estava desaparecida. "Fiquei muito abalada. Havia a preocupação de que a menina poderia ser usada para algo terrível", disse a familiar, que esteve na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) em Campo Grande para prestar apoio à filha.

A suspeita principal do sequestro, Suzilaine da Graça Costa, foi reconhecida pela mãe de Ayla em uma foto, embora a avó tenha afirmado não conhecê-la pessoalmente. As investigações continuam em andamento, com a polícia buscando entender como Suzilaine se aproximou da mãe durante a gestação, quando ofereceu um ensaio fotográfico gratuito da recém-nascida. "Ela já havia ido à casa da adolescente antes, trazendo roupas para a bebê", explicou um familiar da mãe.

No dia do sequestro, a suspeita teria chamado a mãe da recém-nascida para cuidar de um bebê de seis meses em sua residência, oferecendo R$ 100 pelo serviço. A adolescente, acompanhada da irmã de 13 anos, aceitou a proposta e foi até o local, onde acabou sendo dopada após solicitar água, enquanto a irmã foi levada para os fundos da casa.

Na madrugada do domingo (9), dois suspeitos, Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine, foram presos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. As autoridades ainda investigam se o casal pretendia criar Ayla como filha após o sequestro. A família da bebê aguarda ansiosamente o desdobramento das investigações e os depoimentos que devem esclarecer os eventos ocorridos.

O caso continua sob investigação pela DEPCA, que busca compreender todos os detalhes do sequestro e o envolvimento das pessoas acusadas. A situação tem gerado grande comoção e preocupação, principalmente entre os familiares da vítima que desejam a rápida resolução do caso e a segurança da recém-nascida.

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