Família de Ayla suspeita que sequestradora criaria bebê como filha após o crime

A Família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza acredita que os suspeitos do sequestro da recém-nascida, presos no Paraguai, pretendiam criar a criança como filha. [...]

A Família de Ayla Emanuelly Pereira de Souza manifestou a crença de que Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graca Costa, detidos na madrugada de domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pretendiam criar a recém-nascida sequestrada como se fosse filha deles. O crime ocorreu na última quinta-feira (6), e a bebê foi encontrada na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Em entrevista, uma tia-avó de Ayla, que optou por não se identificar, relatou que no dia do desaparecimento, conseguiu contatar a sequestradora e trocou mensagens questionando sobre o paradeiro das vítimas, mas obteve apenas respostas evasivas. “Ela se esquivava, dizendo que as meninas já tinham ido embora. As meninas saíram dizendo que foram chamadas para cuidar de uma criança e ganhar R$ 100, mas foi só uma emboscada”, afirmou a familiar.

A tia-avó expressou a suspeita de que a recém-nascida seria criada pelo casal no Paraguai. “Acreditamos sim que ela criaria a Ayla, mas só vamos saber mesmo depois do depoimento dela”, explicou, ressaltando que a mulher ainda não foi pessoalmente conhecida pela família.

A bebê foi localizada após um mandado de busca e apreensão ser cumprido pela polícia paraguaia à 1h15, horário local. A Polícia Nacional do Paraguai confirmou a prisão dos suspeitos e a localização da criança, que está bem. O caso está sob investigação pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

Segundo informações, a mãe de Ayla, uma adolescente de 17 anos, foi dopada ao ir à casa da sequestradora, que se aproximou dela durante a gestação oferecendo serviços como um book de fotos da recém-nascida. Na tarde do sequestro, a mulher chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses, prometendo-lhe R$ 100 por isso, e sugeriu que a recém-nascida a acompanhasse.

A jovem, acompanhada da irmã de 13 anos, aceitou o convite e foi até o local em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar, pediu um copo de água, momento em que a sequestradora levou a irmã para os fundos da casa, dando início ao plano que resultou no sequestro da criança. O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes.

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