Liberdade provisória para motorista embriagado que causou morte de motociclista em Campo Grande

Gustavo Henrique de Oliveira Dias, de 28 anos, foi solto após audiência de custódia e responderá em liberdade por homicídio culposo, embriaguez e direção sem [...]

Um acidente trágico em Campo Grande resultou na morte do motociclista Wilder dos Santos Rodrigues, de 37 anos, na manhã de sexta-feira (7). O incidente ocorreu por volta das 10h30, na Rua Montese, no bairro Vila Olinda, quando Gustavo Henrique de Oliveira Dias, de 28 anos, manobrava um VW Golf em marcha ré e acabou colidindo com a motocicleta Honda Fan 150 que Wilder conduzia. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou rapidamente ao local, mas já atestou o óbito do motociclista.

Gustavo foi preso em flagrante no local do acidente. Durante a abordagem, ele passou por um teste do bafômetro que comprovou sua embriaguez. Além disso, foi verificado que ele não possuía Carteira Nacional de Habilitação. O caso foi encaminhado à 4ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, onde o delegado Francisco Antonio Moreira supervisionou as investigações.

No dia seguinte, durante a audiência de custódia, o juiz Marcus Abreu de Magalhães decidiu pela liberdade provisória do acusado, considerando que os crimes atribuídos a ele – homicídio culposo na direção de veículo automotor, direção sem habilitação e embriaguez ao volante – ocorreram sem a intenção de matar. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também se manifestou favoravelmente à soltura, levando em conta que Gustavo possui três filhos menores de 12 anos que estão sob os cuidados da mãe.

Na fundamentação da decisão, o juiz ponderou a primariedade do réu, seus bons antecedentes, a atividade profissional lícita e a residência fixa, fatores que contribuíram para a concessão da liberdade.

Como condições para responder ao processo em liberdade, Gustavo Henrique terá que cumprir determinadas medidas cautelares. Ele deve comparecer mensalmente ao fórum para apresentar atualizações sobre seu endereço e justificar sua ocupação profissional. Também foi determinado que ele não pode deixar a comarca de Campo Grande por mais de 30 dias sem autorização judicial.

Por fim, a perícia realizada no local do acidente revelou que tanto o automóvel quanto a motocicleta apresentavam débitos pendentes de licenciamento. Em consequência disso, os veículos foram removidos para o pátio do Detran-MS, em razão das pendências administrativas.

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