Habeas corpus de Neno Razuk é solicitado ao STJ após prisão na Bolívia

A defesa do ex-deputado Neno Razuk entrou com um pedido no STJ visando a soltura do político, detido na Bolívia sob acusações de liderar exploração [...]

A solicitação de habeas corpus para o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na última sexta-feira, 7 de agosto. O político se encontra no Centro de Triagem de Campo Grande, sob a alegação de estar à frente da exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Até agora, não houve uma decisão sobre o pedido de liberação,

Neno Razuk foi preso na Bolívia no dia 2 de agosto, em um mandado que estava vigente em seu nome no Brasil. A detenção se deu em Santa Cruz de la Sierra, onde a Polícia Federal, em colaboração com autoridades bolivianas, identificou sua localização. A defesa do ex-deputado argumenta que ele já havia agendado sua apresentação ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e que estava a caminho do Brasil, quando foi detido.

Além do pedido de habeas corpus no STJ, uma nova audiência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para analisar a natureza da prisão foi adiada e deve ser reagendada dentro de 15 dias. Os advogados sustentam que a 4ª Vara Criminal Residual de Campo Grande não possui competência para decidir sobre o caso, além de apontarem a ausência de fundamentos legais para justificar a prisão preventiva de Neno.

Os representantes legais de Neno Razuk destacam a falta de elementos que sustentem a prisão, alegando confusão entre modificação de situação e fato novo, além da impropriedade temporal das alegações que embasam as acusações.

O envolvimento de Neno com crimes relacionados à exploração de jogos de azar é parte de uma investigação mais ampla, que levou à sua denúncia junto ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A denúncia foi aceita em janeiro de 2026, como um desdobramento da 4ª fase da Operação Successione e inclui também seu pai, Roberto Razuk, que cumpre prisão domiciliar, e seus irmãos, Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk.

Conforme a acusação, a organização familiar é caracterizada como uma estrutura criminosa armada voltada para a exploração ilegal de jogos, utilizando métodos como corrupção e lavagem de dinheiro para assegurar o controle do jogo ilegal em Campo Grande. O MPMS pede a condenação dos 20 indivíduos denunciados e reclama um total de R$ 36 milhões em reparação pelos danos causados pela prática criminosa.

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