O julgamento de Willames Monteiro dos Santos, réu pela morte de Andressa Fernandes Teixeira, teve início na manhã desta quarta-feira (5) em Campo Grande. O caso ganhou destaque após o irmão do acusado, Sandro Monteiro, prestar declarações sobre a personalidade de Willames, caracterizando-o como um trabalhador que buscava uma vida melhor ao se mudar de Alagoas para Mato Grosso do Sul.
Sandro relatou que a família se deslocou para o estado em busca de dignidade e que Willames tem atuado em um frigorífico nos últimos seis anos. Ele expressou sua crença na inocência do irmão, ressaltando que nunca enfrentaram situações de violência em seu círculo familiar. “A gente nunca passou por isso. Eu acredito na inocência do meu irmão”, afirmou Sandro.
O atropelamento de Andressa ocorreu na frente dos filhos, após uma discussão relacionada à compra de bebidas alcoólicas. Sandro contou que a esposa de Willames havia feito contato com ele no dia do incidente, afirmando que não houve briga e que seu pedido era apenas para que o marido não saísse para comprar mais bebidas, pois ele já estava bastante alcoolizado.
De acordo com Sandro, no dia do atropelamento, não havia indícios de brigas e ele contestou as versões de testemunhas que afirmavam o contrário. “Foi uma fatalidade; a perícia mesmo mostrou, provou que foi um acidente, que acontece com qualquer um. Ele estava com a filha e o filho dentro do carro. Como ele ia passar por cima da própria mãe? Não existe isso aí”, declarou.
O crime se desenrolou em um contexto de consumo de álcool, onde Willames, após uma discussão, teria atropelado a esposa e a prensado contra o portão. A delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Elaine Benicasa, mencionou que o casal convivia há 12 anos e que havia relatos de brigas frequentes por parte de vizinhos.
No momento da ocorrência, a filha do casal teria pedido ajuda a familiares, que conseguiram retirar Andressa debaixo do veículo, mas, infelizmente, ela já não apresentava sinais vitais ao chegar a equipe de socorro, que constatou o óbito após aproximadamente uma hora. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) revela que testemunhas afirmaram que Willames ignorou os pedidos para parar o veículo, proferindo uma frase desdenhosa antes de continuar a arrastar Andressa por cerca de dez metros.