Investigação revela conexão entre morte de adolescente em MS e grupos neonazistas

A morte de uma adolescente em Naviraí, MS, está ligada a grupos extremistas, com a Polícia Civil realizando operações de busca e apreensão em várias [...]

Novos desdobramentos sobre a morte de uma adolescente em Naviraí, no interior do Mato Grosso do Sul, revelam que o caso pode estar vinculado a grupos extremistas. A jovem foi encontrada sem vida na manhã de 22 de julho, e a investigação aponta para indícios de que sua morte e a possível incitação de autoextermínio estão relacionadas a ideologias de supremacia branca. Diversos símbolos neonazistas foram encontrados pelas forças de segurança durante as investigações.

Hoje, 04 de outubro, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), deflagrou a Operação Livia. A ação foi realizada em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP). Os trabalhos resultaram em seis medidas de busca e apreensão e um mandado de prisão contra um adulto, com alvos em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Pará.

A operação ocorreu em resposta à gravidade da situação e, além da prisão do indivíduo maior de idade, foram expedidos outros cinco mandados de internação e seis de busca e apreensão. A adolescente de 13 anos foi encontrada pela mãe e pelo padrasto na varanda de sua casa, cerca de 365 quilômetros distante da Capital do Mato Grosso do Sul, por volta das 6h do dia 22 de julho.

Após sua morte, surgiram relatos de interações em grupos virtuais que a jovem frequentava, levantando suspeitas de que o autoextermínio pode ter sido influenciado por terceiros. Prints de conversas que circulam nas redes sociais, que ainda aguardam análise pericial, mostram mensagens de humilhação e pressão psicológica dirigidas à adolescente.

Em uma das conversas, um interlocutor desconsidera os pedidos de desculpas da jovem e faz referências que indicam a relação com grupos extremistas. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram que um dos adolescentes envolvidos no caso era visto usando indumentárias associadas ao neonazismo, incluindo uma versão da Bandeira Confederada, um símbolo ligado à história dos Estados Unidos e à defesa da escravidão durante a Guerra Civil Norte-Americana no século XIX.

Atualmente, essa bandeira é frequentemente utilizada por supremacistas brancos e grupos da extrema direita, consolidando-se como um emblema de segregação e racismo. Além disso, foi encontrado um arsenal na residência do suspeito, que incluía uma arma de fogo e diversos tipos de armamentos brancos.

Com informações fronteiranews.com

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