Na madrugada do dia 1º de agosto de 2026, um confronto entre a Polícia Militar e criminosos resultou na morte de dois suspeitos em Cassilândia, cidade localizada a 430 quilômetros de Campo Grande. O tiroteio ocorreu na sequência de um atentado que vitimou um homem e sua filha, de apenas 3 anos, em uma ação que tinha como alvo o adulto, mas que acabou atingindo a criança.
O atentado, que também deixou outra criança ferida por estilhaços, foi realizado com tiros que atingiram principalmente o lado do motorista do veículo. A operação policial resultou na apreensão de armas e drogas, além das mortes dos dois bandidos envolvidos no confronto.
Um suposto comunicado atribuído ao Comando Vermelho, publicado em um perfil do TikTok, responsabiliza a facção PCC pelos assassinatos. No comunicado, o CV informa que o ataque que resultou nas mortes de pai e filha não foi ordenado por eles, mas sim pela facção rival. O texto destaca que a organização não aceita erros que resultem na morte de inocentes e que a execução foi uma falha de cautela do PCC.
"Viemos, através deste, comunicar e deixar à transparência a toda a população cassilandense que o homicídio ocorrido que motivou o óbito de Márcio na data do dia 01/08/2026 em Cassilândia, onde também veio a tirar a vida de uma criança de 3 anos e 8 meses, e ferir outra criança com estilhaços, não partiu da organização Comando Vermelho e sim da própria facção do PCC. Por falta de cautela, acabou tirando vidas de inocentes", diz um trecho do comunicado.
O CV reafirma sua postura de cautela em suas ações, enfatizando que vidas inocentes não devem ser ceifadas em hipótese alguma. O atentado e o subsequente confronto com a PM refletem a crescente violência entre facções criminosas na região, o que levanta preocupações sobre a segurança da população local.
As investigações sobre o caso continuam, enquanto a comunidade de Cassilândia se recupera do impacto do crime e da resposta policial. A situação evidencia a complexidade do enfrentamento a organizações criminosas e os riscos que envolvem não apenas os envolvidos diretamente, mas também a população civil, que muitas vezes se torna vítima de ações violentas.