O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou na apuração de possíveis irregularidades que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, ao autorizar a abertura de um terceiro inquérito nesta terça-feira, 4 de outubro. A solicitação foi feita pela Polícia Federal um dia antes, no dia 3, e tem como objetivo investigar a atuação de indivíduos em transações ilícitas dentro do governo federal.
Além do novo inquérito, Flávio Dino também deu autorização para uma quarta investigação, que se concentra no vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso de Lulinha. Essa medida reflete a preocupação com a proteção de dados sensíveis que possam influenciar o andamento das investigações.
A Defesa de Lulinha se manifestou sobre a nova investigação, afirmando que recebeu a notícia com tranquilidade. Os advogados expressaram confiança na condução do processo por parte do ministro Dino e ressaltaram que pretendem aproveitar a nova apuração para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades profissionais e pessoais de Lulinha. Eles também pediram providências em relação a vazamentos seletivos de informações, alegando que setores da Polícia Federal têm enfrentado coerção por interesses políticos, embora reconheçam os esforços da corporação para manter a autonomia e independência.
Na semana anterior, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de dois inquéritos contra Lulinha. Ambos os inquéritos tratam de supostas práticas de tráfico de influência e corrupção. O primeiro inquérito investiga as relações de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, envolvendo supostas irregularidades no Ministério da Saúde.
O segundo inquérito analisa se Lulinha tentou favorecer um empresário em negociações com a Dataprev, empresa encarregada da tecnologia e do processamento de dados da Previdência Social. Esta investigação também se concentra na utilização de influências para atender a interesses privados. O desenrolar dessas investigações pode afetar significativamente a imagem pública de Lulinha e as relações dentro do governo federal.