Pegadas de tamanduá-bandeira geram curiosidade em Campo Grande

Imagens de marcas deixadas por tamanduás-bandeira na área rural de Campo Grande chamaram a atenção nas redes sociais, levando internautas a questionarem se seriam criações [...]

Recentemente, imagens de pegadas registradas na área rural de Campo Grande geraram grande curiosidade nas redes sociais. Comentários como "É real? Tão perfeito que parece IA (Inteligência Artificial)" surgiram após a publicação do ICAS (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) – Projeto Bandeiras e Rodovias. As marcas, no entanto, pertencem a um animal silvestre da região e não são fruto de tecnologia.

A equipe do ICAS esteve na Área de Proteção Ambiental (APA) Guariroba, onde acompanha 24 tamanduás-bandeira monitorados. As pegadas que despertaram o interesse dos internautas são da Boo, uma fêmea de tamanduá-bandeira de dois anos. Recentemente, Boo recebeu um novo colar de GPS e passou por coleta de amostras para monitoramento de sua saúde.

Boo começou a ser acompanhada há cerca de um ano, pesando 12 quilos. Hoje, com 21 quilos, ela está em uma fase crucial de seu desenvolvimento. As fêmeas, após atingirem certa idade, costumam deixar a mãe e buscar novos territórios onde poderão se reproduzir. Esse acompanhamento é uma oportunidade valiosa para os pesquisadores, que buscam entender melhor o processo de dispersão das fêmeas jovens, essencial para a conservação da espécie.

O nome Boo foi dado em homenagem ao Brevard Zoo, da Flórida (Estados Unidos), que financia o monitoramento do animal. O tamanduá-bandeira é facilmente reconhecido por sua longa cauda peluda e, além disso, suas patas surpreendem por se assemelharem às de uma criança, especialmente as traseiras, que possuem características marcantes.

Atualmente, o ICAS monitora um total de 28 tamanduás-bandeira na APA do Guariroba. A pesquisa abrange aspectos como deslocamento, uso do habitat, saúde e comportamento da espécie, com o objetivo de gerar informações que auxiliem nas ações de conservação e garantam um futuro seguro para esses mamíferos emblemáticos da fauna brasileira.

Esse trabalho de conservação é fundamental para a proteção dos tamanduás-bandeira, que enfrentam desafios significativos em seu habitat natural, e a pesquisa contínua é vital para assegurar a sobrevivência da espécie no longo prazo.

Leia mais

Rolar para cima