A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (3), a proibição da venda de três repelentes de marcas conhecidas no Brasil. Essa decisão foi tomada após os produtos não atenderem aos critérios estabelecidos em testes de qualidade, que revelaram falhas significativas.
Os laudos emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz, que atua em conjunto com o LACEN do Estado de São Paulo, evidenciaram que os repelentes apresentaram resultados insatisfatórios em relação ao ensaio de DEET, um ingrediente ativo fundamental para repelir insetos, como mosquitos e carrapatos. O DEET atua ao obstruir os sentidos dos insetos, dificultando sua percepção do odor humano.
Os repelentes afetados pela medida incluem: o Repelente com filtro solar FPS 30 Above Protec, cujo lote é 189952; o Above Protect Repelente de Insetos, do lote 205688; e o Repellere Repelente de Insetos Aerossol, com o lote 2601001449.
A proibição se trata de uma interdição cautelar, caracterizada como uma ação preventiva e temporária. Essa medida visa interromper a fabricação, comercialização e uso dos produtos até que as adequações necessárias às normas vigentes sejam feitas e as investigações concluem. De acordo com a legislação, essa interdição pode ter um prazo máximo de 90 dias.
A Anvisa também disponibilizou informações sobre a Resolução 3.020/2026 no Diário Oficial da União, onde os interessados podem acessar mais detalhes sobre a proibição e as normas relevantes. Essa ação ressalta a importância da Vigilância Sanitária na proteção da saúde pública ao garantir que produtos comercializados atendam às exigências de qualidade estabelecidas.