Após seis anos sem registros de sarampo em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) emitiu um alerta sobre o alto risco de retorno da doença à cidade. Atualmente, a cobertura da vacina tríplice viral está em 75%, enquanto há circulação do vírus nas proximidades de Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que acende um sinal de alerta para a saúde pública. A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, enfatizou a gravidade da situação, afirmando que o risco de reintrodução do sarampo na Capital é 'muito alto'.
O sarampo, que foi considerado eliminado no Brasil, é altamente contagioso e pode ser transmitido facilmente de pessoa para pessoa. Veruska Lahdo destacou que a doença pode levar à morte, especialmente entre crianças. As últimas confirmações de sarampo em Campo Grande ocorreram em 2020, com dez casos registrados, enquanto em 2019 foram dois casos na cidade e dois em Três Lagoas. Um surto na Bolívia, em 2025, aumentou a preocupação com a transmissão em regiões fronteiriças, como Corumbá.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), até 18 de julho de 2026, foram notificados 14 casos suspeitos de sarampo no Estado, dos quais 11 já foram descartados e três permanecem em investigação. Os sintomas do sarampo são semelhantes aos de doenças respiratórias, o que pode dificultar a identificação precoce da doença. A superintendente da Sesau explicou que os primeiros sinais incluem febre, coriza e conjuntivite.
Diante desse cenário, Veruska Lahdo fez um apelo à população, solicitando que aqueles que ainda não se vacinaram, incluindo adultos que não lembram se receberam a vacina, procurem uma unidade de saúde para atualizar sua situação vacinal. A vacina tríplice viral é recomendada para crianças a partir de 12 meses, adolescentes e adultos até 59 anos que não foram vacinados ou não tiveram as doenças.
A vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção do sarampo, e a Sesau está atenta aos alertas emitidos pelo Ministério da Saúde sobre o risco de transmissão da doença. A partir de 3 de agosto de 2026, terá início a Campanha Nacional de Multivacinação, que visa atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A mobilização seguirá até 1º de setembro, com um Dia D programado para 22 de agosto.
Durante a campanha, todas as vacinas previstas para essa faixa etária estarão disponíveis, além de imunizantes voltados a grupos específicos. A vacinação será realizada de forma seletiva, com os profissionais de saúde conferindo a caderneta e o histórico vacinal antes da aplicação das doses necessárias.