A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de agosto de 2026, o que implica um custo adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Essa decisão, que se estende pelo quarto mês consecutivo, foi divulgada na última sexta-feira (31).
A bandeira amarela está em vigor desde maio deste ano e continuou a ser aplicada nos meses subsequentes, como junho e julho. Antes desse período, entre janeiro e abril, a bandeira verde foi adotada, o que significou que não houve encargos adicionais nas contas de Energia Elétrica.
A justificativa para a manutenção da bandeira amarela é a situação climática desfavorável que afeta a geração de energia no país, especialmente durante a estiagem. Com a diminuição das chuvas, os reservatórios das hidrelétricas ficam em níveis críticos, levando à necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que geram energia a um custo mais elevado.
De acordo com a Aneel, essa situação é refletida nas contas de luz dos consumidores. Por exemplo, uma residência que consome 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 em sua fatura, enquanto para um consumo de 300 kWh, o valor adicional será em torno de R$ 5,66.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para informar mensalmente aos consumidores sobre as condições de geração de Energia Elétrica e os custos associados. A bandeira verde indica condições favoráveis, sem cobrança extra, enquanto a bandeira amarela e a bandeira vermelha, em seus diferentes patamares, trazem encargos adicionais. A bandeira vermelha, patamar 1, exige um acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh, e a bandeira vermelha, patamar 2, resulta em um custo ainda maior, de R$ 7,877 por 100 kWh consumidos.