Na quinta-feira, 30, o cantor Afroito anunciou a desistência de sua campanha de arrecadação, que tinha como meta R$ 1 milhão para quitar dívidas de aluguel e comprar um casarão em Recife, PB. A decisão foi motivada pela forte repercussão negativa nas redes sociais, onde ele enfrentou uma série de críticas e ataques.
Em suas declarações, Afroito expressou preocupação com a segurança de pessoas próximas a ele, que estavam alarmadas com a situação gerada pela vaquinha. "Está gerando um pânico e um medo nas pessoas próximas. Muita gente está preocupada comigo. Por esses motivos e por outros, vou desistir do financiamento coletivo. […] Deu lugar a uma enxurrada de xenofobia e racismo, que fica feio até de assistir. Não vale a pena pelo todo", afirmou o cantor em suas redes sociais.
A campanha ficou ativa por 10 dias e arrecadou apenas R$ 9 mil, representando 1% do valor total desejado. Afroito havia criado a vaquinha após enfrentar dificuldades financeiras, tendo passado seis meses sem conseguir arcar com o aluguel de R$ 5 mil de sua residência.
A desistência do cantor reflete não somente a pressão online, mas também a complexidade das questões sociais que permeiam a vida de artistas em situação de vulnerabilidade financeira. A repercussão negativa destaca a necessidade de um diálogo mais construtivo sobre apoio e solidariedade em momentos de crise.
Embora a vaquinha tenha sido uma tentativa de buscar ajuda, a resposta do público foi diversa, levantando questões sobre a percepção de necessidade e a empatia em relação a artistas que enfrentam dificuldades financeiras. Afroito agora busca outras maneiras de lidar com sua situação financeira sem recorrer ao financiamento coletivo.