Grupo utiliza identidade do PCC em golpe de extorsão com falsas garotas de programa

A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um esquema de extorsão que usava a identidade do PCC, com a prisão de dois suspeitos no Rio [...]

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (30), uma operação que visava desmantelar um grupo criminoso que se utilizava de falsas garotas de programa para extorquir pessoas em nome do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os dois indivíduos envolvidos foram localizados no Rio Grande do Sul e têm 29 e 27 anos, respectivamente.

A operação, batizada de Falsa Acompanhante, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades de Tramandaí e Imbé. Os criminosos eram responsáveis por criar perfis falsos de acompanhantes e publicá-los na internet. Assim que as vítimas entravam em contato, eram submetidas a extorsões financeiras, sendo cobrados valores em troca de serviços fictícios.

O modus operandi do grupo incluía a utilização de identidades de membros do PCC, o que gerava uma sensação de ameaça real entre as vítimas. Estas, temendo represálias, acabavam enviando o dinheiro solicitado pelos criminosos sem questionar a veracidade das ameaças.

Apesar da gravidade das ações, o Poder Judiciário indeferiu os pedidos de prisão cautelar dos suspeitos. Eles agora respondem pelo crime de extorsão, que pode resultar em uma pena máxima de até 10 anos de reclusão, conforme as legislações vigentes.

A operação evidencia a atuação de grupos organizados que, utilizando a intimidação e o medo, conseguem enganar e extorquir cidadãos. O caso ressalta a importância do trabalho das autoridades na luta contra a criminalidade e na proteção das vítimas que, muitas vezes, se sentem desamparadas diante de situações de ameaça como essa.

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