Liberdade concedida a escravos em Paranaíba em 1860

Em 30 de julho de 1860, José Garcia Leal, caudilho de Santana do Paranaíba, formalizou a libertação de diversos escravos através de documento público, marcando [...]

No dia 30 de julho de 1860, um ato significativo na história de Santana do Paranaíba foi registrado quando José Garcia Leal, conhecido como caudilho da vila, concedeu liberdade a vários escravos por meio de um documento público. A escritura de liberdade abrangeu um grupo de 19 indivíduos, incluindo Francisco Benguela e sua esposa Maria Benguela, além de José Carapina, Escolástica, e seu filho Antonio Cezário Criolo, juntamente com sua mulher Vitória Crioula e suas filhas Eva, Teodora e Angélica.

Além destes, a lista de libertos inclui Valeriano Africano e Joaquina Africana, Antonio Africano e Matildes Crioula, José Pequeno Africano e Francisca Crioula, assim como Domingos Africano, Joaquim Novo Africano, Joaquim Crioulo, Matias Africano, José Moçambique, entre outros. A escritura foi oficializada na presença de testemunhas, incluindo Flávio Garcia Leal e Manoel Garcia da Silveira Leal, que confirmaram o ato perante o tabelião.

O documento destaca que o ato de libertação ocorreu no ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e sessenta, que corresponde ao trigésimo ano da Independência do Império do Brasil. Este registro não apenas representa um importante marco na luta pela liberdade, mas também reflete o contexto histórico da época em que a sociedade brasileira ainda se deparava com a escravidão.

O Estado de Mato Grosso do Sul, onde Paranaíba está localizado, possui uma rica história que remonta ao século XIX, incluindo eventos como a Revolução da Paz e a divisão de Mato Grosso. A trajetória do estado foi moldada por diversas intervenções políticas e sociais, culminando na criação de Mato Grosso do Sul em 1977.

Essa narrativa histórica é abordada no livro do jornalista Sergio Cruz, que detalha a fundação do estado e os desdobramentos de sua formação ao longo dos anos, celebrando os 110 anos de história em suas 314 páginas. A obra, intitulada "História da Fundação de Mato Grosso do Sul", foi lançada em edição especial para marcar o Jubileu de Ouro da lei complementar 31/77, que rege a divisão territorial do estado.

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