Cerimônia simbólica celebra a união da Ponte da Rota Bioceânica

A cerimônia que marca a união dos lados da Ponte da Rota Bioceânica ocorreu em Porto Murtinho, com a participação de representantes de Brasil, Paraguai, [...]

Nesta quinta-feira (23), uma cerimônia simbólica celebrou a união dos dois lados da Ponte da Rota Bioceânica, que conecta Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. O evento, que contaria com a presença do presidente paraguaio, Santiago Peña, foi cancelado devido a previsões climáticas adversas. Contudo, cerca de 500 convidados, incluindo diplomatas e prefeitos dos quatro países envolvidos, participaram da celebração.

O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, do PSDB, expressou a emoção do momento. "Nós fomos para a ponte, subimos, fomos no beijo da ponte, rezamos, agradecemos a Deus pelo momento. Foi muito legal", afirmou. O termo "beijo das aduelas" refere-se à conclusão da obra, que ocorreu em 15 de julho, após quatro anos de construção. No entanto, a união ainda não permite a liberação do tráfego de veículos, que deverá ocorrer apenas em 2027, em razão das obras de acesso no Brasil.

René Gómez, engenheiro responsável pela obra, detalhou que agora são necessárias revisões técnicas que envolvem a topografia, a força dos tirantes e a iluminação, que contará com um sistema solar. "Teremos iluminação ornamental para os 168 tirantes", acrescentou Gómez em declaração à Itaipu Paraguai.

A Rota Bioceânica representa um importante corredor logístico que ligará Brasil, Paraguai e Argentina ao Chile, especificamente aos portos de Antofagasta e Iquique. A iniciativa visa otimizar as exportações e facilitar o escoamento da produção desses países por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias até o Chile. Estima-se que a rota reduzirá em até 17 dias o tempo de transporte entre o Brasil e a Ásia, gerando economia no escoamento de produtos, especialmente carne, que é um dos principais produtos exportados.

Além disso, durante a cerimônia, empresários bolivianos demonstraram interesse em integrar a Bolívia ao corredor bioceânico através do Mato Grosso. O prefeito Cintra mencionou que eles discutiram a necessidade de melhorias nas estradas na Bolívia e no Mato Grosso do Norte para facilitar essa integração.

Financiada com um investimento de US$ 103 milhões da Itaipu Binacional, a ponte é um dos principais marcos da implantação da Rota Bioceânica. Com 1.294 metros de extensão, a estrutura é resultado de uma parceria entre empresas paraguaias e brasileiras. Embora a ponte esteja tecnicamente pronta, a operação da Rota depende da conclusão de outras obras nos países envolvidos e da adequação da infraestrutura alfandegária.

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