Um cabo da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por envolvimento em crimes de roubo, abandono de posto, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A denúncia, formalizada após investigações, alega que o policial, preso em maio deste ano em Nova Alvorada do Sul, participou de ações criminosas que incluíam o roubo de cargas de mercadorias oriundas do Paraguai.
De acordo com os documentos apresentados, o cabo e seus comparsas invadiram uma residência na madrugada do dia 25 de abril, ameaçando a moradora e levando três caixas de Iphones, além de baterias de celulares. Durante a ação, o policial mantinha comunicação com uma mulher que fornecia informações sobre locais onde as mercadorias estavam armazenadas, permitindo uma logística detalhada para os roubos.
A mulher em questão monitorava rotas de transporte e repassava informações sobre a situação dos motoristas, indicando os pontos que seriam alvos e os locais para o descarregamento das mercadorias. Após a organização do crime, um comboio de veículos, supostamente adquiridos pelo policial, deslocou-se de Campo Grande até Nova Alvorada do Sul para realizar a invasão, durante a qual a vítima foi ameaçada para fornecer a senha de seu celular.
Além do roubo em abril, o policial também foi denunciado por um crime ocorrido em fevereiro, onde, junto a outros criminosos, invadiu uma residência na mesma cidade e levou caixas de mercadorias. As investigações revelaram que o policial possuía um patrimônio incompatível com sua renda, incluindo veículos como um Gol, Tracker, Renault Duster, Jeep Compass, Space Fox e Ônix, muitos dos quais estavam irregulares ou registrados em nome de terceiros.
A denúncia ainda detalha que o policial utilizava contas de familiares para movimentar os recursos obtidos de maneira criminosa. Foi apurado que ele coordenava um grupo estruturado de crimes, usando seu status como policial militar para abordar e roubar cargas, especialmente de mercadorias importadas do Paraguai. O grupo também contava com outros integrantes responsáveis por logística e inteligência durante as operações.
As informações reveladas na denúncia indicam um esquema complexo de atuação criminosa, onde o policial não apenas participava diretamente dos roubos, mas também organizava e coordenava as ações de seus comparsas, estabelecendo um modo de operação que explorava sua posição na Polícia Militar.