Homem condenado por latrocínio de jovens em Campo Grande é recapturado

Edson Natalício de Oliveira Gomes, condenado pelo latrocínio de Breno e Leonardo, foi preso novamente após romper a tornozeleira eletrônica. O crime ocorreu em 2012 [...]

Edson Natalício de Oliveira Gomes, de 35 anos, foi novamente preso após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava enquanto cumpria pena pelo latrocínio de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos. O crime, que chocou a cidade de Campo Grande, ocorreu em 2012. Gomes havia progredido para o regime semiaberto em outubro de 2025, mas se tornou foragido em março de 2026 após a violação do dispositivo.

A prisão de Edson foi realizada pela equipe da Força Tática da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que cumpriu um mandado de prisão contra ele. Com o retorno à prisão, Edson deve cumprir mais 13 anos de pena, completando um total de 29 anos e 4 meses pela condenação.

O latrocínio de Breno e Leonardo envolveu um grupo de criminosos que se uniu com a intenção de roubar veículos de luxo. No dia 30 de agosto de 2012, por volta das 20h30, o grupo, composto por Rafael, Weverson, Dayani e um adolescente, se dirigiu ao 21 Bar em um Fiat Uno azul. Eles já haviam planejado o crime com Raul de Andrade, primo de Rafael, que atuava como financiador.

Durante a execução do crime, as vítimas foram rendidas enquanto saíam do bar e obrigadas a entrar na Pajero, um veículo avaliado em aproximadamente R$ 60 mil. O grupo então se deslocou para a região do Indubrasil, onde, sob ameaças, Rafael disparou um revólver calibre 38 contra os jovens, resultando na morte de ambos. Após o crime, os criminosos tentaram fugir com o veículo, mas foram abordados por equipes policiais.

A investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv) levou à identificação e prisão dos cinco envolvidos no latrocínio em menos de um dia. Os condenados, além de Edson, incluem Weverson Gonçalves Feitosa, que recebeu 60 anos de reclusão, e Dayani Aguirre Clarindo, condenada a 50 anos e 2 meses. Raul de Andrade Pinto foi sentenciado a 36 anos e 4 meses, enquanto Rafael da Costa Silva, o mais severamente punido, recebeu uma pena de 62 anos e 8 meses.

Com a recaptura de Edson, o caso ganha uma nova atenção, relembrando a brutalidade do crime cometido há mais de uma década e a busca por justiça para as vítimas e suas famílias.

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