Quando os camundongos de laboratório são mantidos em ambientes estéreis, eles podem desenvolver um estado de medo crônico e paralisante. No entanto, um estudo recente mostrou que, após uma semana de contato com a natureza, esses roedores podem ter seu cérebro reiniciado. Os pesquisadores soltaram 44 camundongos em um grande campo fechado e observaram que eles começaram a explorar o ambiente e a perder o medo.
Os camundongos, que sempre viveram em gaiolas pequenas, começaram a se erguer sobre as patas traseiras, farejar o ar e se locomover de forma diferente. O contato direto com o ambiente natural reverteu a ansiedade nos roedores, mesmo nos quadros já estabelecidos. Os pesquisadores utilizaram o labirinto em cruz elevado para avaliar o nível de ansiedade e observaram que os camundongos reintroduzidos à natureza voltaram a explorar áreas abertas.
A mudança drástica no ambiente foi capaz de fazer o animal retornar do fenótipo canônico ao seu padrão original. Os camundongos passaram a ser mais audaciosos, exploradores e resilientes. A reversão do medo foi obtida em apenas uma semana, o que demonstra que o contato com a natureza pode ter um impacto significativo no comportamento dos roedores.
O estudo mostra que a renaturalização pode ser uma forma eficaz de reduzir a ansiedade nos camundongos de laboratório. Isso pode ter implicações importantes para a pesquisa científica, pois pode ajudar a garantir a integridade dos dados e a eficácia dos medicamentos testados em animais.