Um dia após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, venezuelanos que vivem em Campo Grande relatam apreensão com a possibilidade de agravamento da crise no país. Eles acompanham as informações à distância e mantêm contato com familiares que seguem na Venezuela, principalmente em regiões do interior e no sul do país. José Luis Morales, de 52 anos, contou que conversa com irmãos que moram em Ciudad Bolívar, capital do estado de Bolívar.
A população estaria saindo apenas para comprar alimentos e retornando rapidamente para casa, com receio do que pode acontecer nos próximos dias. Outra moradora de Campo Grande, Gabriela Isabela Méndez Reyes, de 25 anos, afirmou que conseguiu falar com familiares neste domingo. Ela relatou que as famílias estão resguardadas dentro de casa, com estoque básico de comida e água.
No entanto, já há filas em comércios, risco de desabastecimento e registros de conflitos entre moradores em busca de alimentos. A situação se iniciou após a confirmação de que Nicolás Maduro foi capturado em Caracas durante uma operação dos Estados Unidos na madrugada de sábado. Em coletiva, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que avalia os próximos passos para a Venezuela e mencionou a possibilidade de uma condução temporária do país por um grupo ainda em formação.
Um dia após a captura de Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, os venezuelanos ainda tentam entender quem está no comando do país. Em meio a crise, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente com aval do Supremo e apoio das Forças Armadas. Enquanto isso, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, pediu que a população retomasse as atividades e afirmou que o Exército está mobilizado em todo o território.