A Venezuela já se encontra em uma situação tão calamitosa que é difícil imaginar que uma eventual invasão dos Estados Unidos possa torná-la um desastre maior. O país sul-americano já demonstra sinais claros de colapso, com cerca de 7 a 8 milhões de seus 30 milhões de habitantes tendo deixado o território nacional.
A estratégia americana para a Venezuela visa negar o acesso de adversários como China, Rússia, Irã e Turquia aos recursos naturais venezuelanos, especialmente o petróleo. A abordagem seria mais cautelosa, mantendo partes da estrutura estatal sob pressão, em vez de buscar uma ruptura total com as estruturas de governança existentes na Venezuela.
O especialista também apontou que a Venezuela possui uma tradição democrática e é um país ocidental, o que facilitaria uma eventual restauração de uma democracia mais próxima do modelo aberto. O processo de reestabelecimento da institucionalidade democrática seria gradual, conforme anunciado pelo senador americano Marco Rubio.
A situação na Venezuela é considerada um desastre, e a estratégia americana busca impedir que o país se torne uma base estratégica para adversários na região. A Venezuela já é um desastre, e pensar que ela vai se tornar um desastre maior é forçar uma debacle que talvez seja difícil de acontecer