As ferramentas de inteligência artificial generativa têm sido utilizadas para uma infinidade de propósitos, desde agilizar leituras acadêmicas até criar ilustrações. No entanto, o avanço dessa tecnologia também trouxe uma nova configuração para um problema de saúde pública global: a solidão.
Um terço dos adolescentes usa IA para interação social, e um em cada dez relatou que as conversas com o chatbot são mais satisfatórias do que as com humanos. Existe a preocupação de que eles desenvolvam uma dependência emocional e passem a ver a IA como um “amigo”.
Contudo, embora pareçam conscientes, esses sistemas carecem de capacidade real de empatia, cuidado e sintonia relacional humana. Portanto, se de um lado há uma certa democratização do cuidado em saúde mental por pessoas com dificuldade de acesso a serviços de saúde, do outro existe o potencial de agravamento do isolamento social.
O impacto em longo prazo no desenvolvimento dos jovens ainda é desconhecido, mas a publicação também alerta para um perigo específico: as IAs oferecem paciência infinita e dificilmente apresentam narrativas contrárias e desafiadoras, o que pode criar uma geração que não
