A União Europeia convocou os ministros da Agricultura do bloco para conversações de última hora na quarta-feira, a fim de convencer a Itália e outros países membros hesitantes a assinarem um acordo de livre comércio com o Mercosul. No mês passado, a Itália e a França frustraram as esperanças de um acordo em dezembro, dizendo que não estavam prontas para apoiá-lo até que fossem resolvidos os temores dos agricultores de um influxo de commodities baratas do Mercosul, como carne bovina e açúcar.
Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde oferecerão garantias sobre o futuro financiamento para os agricultores no âmbito da Política Agrícola Comum da UE, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros no próximo orçamento da UE. A iniciativa da Comissão de fundir os fundos de coesão regional e o dinheiro da Política Agrícola Comum no próximo orçamento de sete anos alarmou as nações agrícolas.
A Comissão também analisará os controles de importação, incluindo os níveis máximos permitidos de resíduos de pesticidas. É um momento crítico para discutir as demandas dos agricultores, e se espera que a Comissão envie uma carta aos membros definindo o apoio à renda dos agricultores. O Executivo da UE está tentando reunir a ampla maioria de 15 membros da UE, que representam 65% da população do bloco, necessária para autorizar a assinatura do acordo pela UE.
A posição da Itália será um fator determinante para a assinatura do acordo, e se espera uma votação na sexta-feira. A Itália não se opõe ao acordo, mas quer garantias — principalmente sobre reciprocidade — para que os produtos agrícolas importados atendam aos padrões ambientais e de saúde da UE. Essas questões deverão ser discutidas na quarta-feira.