Cerca de 500 mil venezuelanos vivem no Brasil, buscando segurança, trabalho e acesso a serviços básicos enquanto avaliam o futuro da Venezuela. Nelson, um arquiteto, veio para o Brasil para fugir da miséria vivida no país de origem, onde faltava comida para alimentar o filho e até combustível. Ele depende de um medicamento, como a insulina, e não encontrava na Venezuela.
No Brasil, Nelson e o filho encontraram abrigo em um programa de moradia transitória oferecido pela prefeitura e ele também conseguiu emprego e acesso a serviços públicos. Adriana Nathali Camargo e o marido estão no Brasil há 10 anos e todos os dias, ela prepara a arepa, comida típica da Venezuela, mantendo viva a cultura do país natal.
Adriana afirma que, no momento, não pensa em retornar à Venezuela, pois está criando raízes no Brasil e gosta do que está vivendo aqui. O analista de relações internacionais Uriã Fanceli afirma que as próximas semanas podem definir como será o fluxo migratório entre Brasil e Venezuela. A palavra-chave entre os refugiados tem sido cautela, pois a situação na Venezuela está ruim e eles esperam que um dia a situação mude.
As famílias guardam no coração suas memórias e Samuel, o filho de Nelson, apesar de tão novo, tem os pés no chão e não pretende voltar para a Venezuela agora, devido à situação ruim no país. Ele sente saudade da avó que ficou na Venezuela e às vezes o pai manda dinheiro para ajudá-la.