O Irã enfrentou mais um dia de protestos contra o regime. Pelo menos 45 pessoas morreram em confrontos entre forças de segurança e manifestantes desde o início das mobilizações. Os protestos já foram registrados em 25 das 31 províncias iranianas, configurando uma das maiores ondas de contestação ao regime nos últimos anos.
O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o governo “não irá recuar”. Khamenei classificou os manifestantes como “vândalos” e “sabotadores” e afirmou que os atos atenderiam a interesses externos. Segundo ele, os protestos teriam como objetivo agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Representantes da União Europeia e dos Estados Unidos condenaram a violência empregada pelas forças estatais na repressão às manifestações. A chefe da diplomacia europeia afirmou que o regime iraniano deve respeitar a liberdade da população e classificou como “inaceitável” o uso de violência contra manifestantes. Os protestos tiveram início no fim de dezembro, impulsionados pelo aumento do custo de vida e pela deterioração das condições econômicas.
Nesta quinta-feira, os atos ganharam nova dimensão após Khamenei ordenar um apagão da internet e da rede telefônica, numa tentativa de conter a mobilização popular. De acordo com organizações de direitos humanos, mais de 2.200 pessoas já foram detidas no Irã desde o início das manifestações.