A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) confirmou a primeira morte por dengue em 2026. A vítima é um menino de 11 anos, residente em Bonito, que apresentou os sintomas da doença no dia 20 de junho e faleceu oito dias depois. O óbito foi oficialmente reconhecido em 24 de julho.
Atualmente, o Estado contabiliza 4.760 casos prováveis de dengue, dos quais 1.828 foram confirmados até o momento. O cenário da vacinação contra a dengue é alarmante, pois a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul está em apenas 44,34%, bem abaixo da meta nacional de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Somente quatro cidades do Estado conseguiram atingir a meta de vacinação: Novo Horizonte do Sul, com 122,71%; Rio Negro e Angélica, ambas com 97,19%; e Figueirão, com 96,47%. A capital, Campo Grande, apresenta uma taxa de cobertura de apenas 26,14%.
Além da dengue, a febre chikungunya também preocupa as autoridades de saúde. O Estado registra 12.735 casos prováveis da doença, com 9.729 confirmações. Até o presente momento, foram contabilizados 28 óbitos relacionados à chikungunya em diversos municípios, incluindo Dourados, Bonito e Ponta Porã. Um óbito ainda está sob investigação.
O boletim epidemiológico também destaca que 114 casos de chikungunya foram confirmados em gestantes, o que requer atenção especial das autoridades de saúde. A situação exige esforços contínuos para aumentar a cobertura vacinal e conter a propagação das doenças transmitidas por mosquitos, especialmente em um cenário já alarmante para a saúde pública.