Entre as mais de 1.400 pessoas detidas por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023, algumas ganharam destaque em razão dos atos que lhes foram atribuídos e das imagens registradas. Grupos de direita e de esquerda transformaram essas pessoas em personagens simbólicos do episódio que marcou a história recente do país.
A cabelereira Débora Rodrigues dos Santos ficou conhecida nacionalmente após escrever, com um batom, a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF, durante os atos antidemocráticos. Débora foi condenada a 14 anos de prisão, além do pagamento de multa estimada em cerca de R$ 50 mil e de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Antônio Cláudio Alves Ferreira ganhou destaque após ser identificado em imagens quebrando um relógio histórico de Dom João VI durante a invasão ao Palácio do Planalto. Ferreira foi preso pela Polícia Federal em 23 de janeiro de 2023 e condenado a 17 anos de prisão, além de multa. Em julho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o desconto de 66 dias.
Débora passou a ser citada como um dos exemplos na campanha pela anistia aos envolvidos na tentativa de golpe. No dia 21 de março de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em publicação na rede social X, que a cabeleireira teria recebido uma “pena injusta e desproporcional”