Jovem de 25 anos em Osasco é a vítima mais recente; casos de intoxicação e óbitos investigados se espalham pelo país.
São Paulo confirma a sétima morte por intoxicação com metanol após o consumo de bebida adulterada. Casos e investigações se estendem por diversos estados.
Um jovem de 25 anos morreu em Osasco, região metropolitana de São Paulo, após ingerir bebida alcoólica adulterada com metanol. O óbito, ocorrido em 23 de setembro, eleva para sete o número de mortes no estado desde o início dos casos, no final de setembro, conforme boletim divulgado pelo governo paulista.
São Paulo é o estado mais afetado, com 42 ocorrências confirmadas, incluindo três mortes na capital e vítimas em São Bernardo do Campo, Osasco e Jundiaí. Em todo o Brasil, já são dez mortes confirmadas por ingestão de bebidas contaminadas com metanol, segundo o Ministério da Saúde, com casos também em Pernambuco e no Paraná.
Além das mortes confirmadas, onze casos estão sob investigação em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Paraíba. O número total de casos de intoxicação confirmados no país chega a 53, enquanto 28 mortes suspeitas foram descartadas.
Sintomas e Prevenção
Os principais sinais de intoxicação por metanol incluem visão turva, desconforto gástrico e quadros de gastrite. A intoxicação pode causar cegueira irreversível e óbito.
Em caso de suspeita, é crucial procurar atendimento médico imediato. A demora no diagnóstico e tratamento aumenta o risco de um desfecho fatal.
As autoridades de saúde recomendam identificar e orientar pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, incentivando-as a buscar avaliação médica. Canais de atendimento como o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) e os Centros de Controle de Intoxicações (CCI) oferecem orientação especializada.