Estado não atinge a meta de vacinação desde 2016, elevando o risco de reintrodução da doença.
Estado do Rio de Janeiro não atinge meta de vacinação contra a poliomielite desde 2016, aumentando o risco de reintrodução da doença.
A meta de 95% de vacinação contra a poliomielite, estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), não tem sido alcançada no Rio de Janeiro desde 2016. Essa situação preocupa as autoridades de saúde, que alertam para o risco de reintrodução da doença, erradicada no estado desde 1987.
O Dia Mundial de Combate à Poliomielite serve como um alerta para a população fluminense sobre a importância da vacinação. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está incentivando a participação na Campanha Nacional de Multivacinação, que se estende até o dia 31 deste mês, para atualizar as doses de crianças menores de 5 anos.
“A vacina contra a poliomielite lançou o personagem ‘Zé Gotinha’, conhecido no Brasil e no mundo pela luta contra a doença. Com o apoio dessa figura simpática e representativa para o SUS, conseguimos vencer a pólio, mas precisamos manter as altas coberturas vacinais, evitando o retorno dessa doença que é grave”, afirmou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Ampliação da Cobertura Vacinal
A SES-RJ está trabalhando para ampliar a cobertura vacinal não apenas contra a poliomielite, mas também contra outras doenças. A gerente de Imunização da SES-RJ, Keli Magno, ressalta que o esforço contínuo, juntamente com o apoio dos municípios, tem apresentado resultados positivos, mas a colaboração da sociedade é fundamental.
A vacinação contra a poliomielite é feita com a vacina injetável (VIP) aos 2, 4 e 6 meses, com uma dose de reforço aos 15 meses. A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES-RJ, Cristina Giordano, enfatiza a importância de manter a vacinação em dia, especialmente devido à circulação do vírus em outros países.
A vacinação é a única forma de prevenção contra a poliomielite.