O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), manifestou, nesta terça-feira (9), em São Paulo, a necessidade de restaurar um ambiente político equilibrado no Brasil. Essa mudança, segundo ele, é essencial para assegurar a segurança econômica, atrair investimentos e expandir as oportunidades de emprego e renda. A declaração foi feita durante o lançamento do Instituto Diálogos, uma iniciativa da senadora Tereza Cristina (PP).
Riedel destacou que a polarização excessiva e as disputas ideológicas estão dificultando a formulação de agendas de longo prazo, impactando a previsibilidade que investidores e parceiros comerciais buscam. "O Brasil precisa reconstruir o equilíbrio. Ele precisa de uma agenda clara, que saia da superficialidade e da polarização pura e simples", afirmou o governador.
O governador também enfatizou que a discussão política deve ser orientada para a busca de resultados concretos em benefício da população. Ele mencionou que Mato Grosso do Sul tem alcançado um estado de harmonia institucional e debate sério sobre os temas que envolvem o Estado, sem se prender ao simples jogo de poder.
Em sua fala, Riedel abordou ainda sua participação em reuniões com representantes da Câmara de Comércio Brasil-França e empresas europeias, ressaltando a posição estratégica de Mato Grosso do Sul nas discussões sobre segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética. "Mato Grosso do Sul está no coração dessa discussão. O que se vê no comércio exterior e na geopolítica atual está profundamente ligado a esses temas", comentou.
O governador sublinhou que o crescimento econômico do Estado está atrelado à manutenção e ao fortalecimento das relações comerciais internacionais. Ele acrescentou que o governo estadual tem realizado investimentos em educação, infraestrutura e qualificação profissional para elevar a competitividade e atrair novos negócios, especialmente no setor de etanol de milho.
Riedel também mencionou os desafios impostos pelo posicionamento do governo americano, que torna o ambiente comercial mais complicado. No entanto, ele acredita que Mato Grosso do Sul possui produtos que continuarão a ter relevância na agenda global de energia e alimentos.