A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que adotará medidas legais contra a negativa do ministro Alexandre de Moraes de transferir o ex-presidente para o Hospital DF Star, em Brasília.
A decisão de Moraes foi criticada pela defesa, que alega que viola os direitos fundamentais do cidadão. O pedido de transferência imediata ocorreu após Bolsonaro cair e bater a cabeça em um móvel na cela onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Segundo a defesa, o político sofreu traumatismo craniano, que demanda a realização de exames aprofundados, como tomografia e ressonância magnética do crânio. O ministro Moraes, no entanto, negou a ida imediata de Bolsonaro ao hospital, pedindo mais detalhes sobre quais exames seriam necessários para avaliar se poderiam ser realizados na Superintendência.
A defesa de Bolsonaro comparou o quadro clínico do ex-presidente ao do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar devido a condenação por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa alega que a decisão de Moraes é uma violação dos direitos fundamentais do cidadão e que está tomando as medidas legais cabíveis.