Denúncias do MPF apontam poluição e destruição ambiental em Volta Redonda, com contaminação do lençol freático por metais pesados.
Comissão da Câmara solicita ao Ibama fiscalização ambiental da CSN, após denúncias de poluição e contaminação em Volta Redonda, questionando a atuação do Inea.
A Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados realizou uma reunião com representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) após denúncias do Ministério Público Federal (MPF) sobre crimes de poluição e destruição ambiental em Volta Redonda.
A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) questionou os dados apresentados pela CSN, que contradizem estudos da Fiocruz e relatos de moradores sobre impactos socioambientais. Ela defende que o Ibama assuma a fiscalização, substituindo o Inea, considerado omisso.
Segundo o MPF, o pátio de armazenamento de escória da CSN acumula milhões de toneladas de resíduos, contaminando o lençol freático com metais pesados. A empresa também é acusada de ocupar irregularmente áreas de preservação permanente.
Próximos Passos
A Comissão pretende realizar uma audiência pública em Volta Redonda com a presença de representantes do governo federal, do Ibama e da ministra Marina Silva. O objetivo é buscar soluções para que a empresa opere respeitando o meio ambiente e a saúde pública.
A CSN está sem licença ambiental válida desde 2018 e já firmou diversos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, sem cumprir integralmente as obrigações ambientais. O Inea informou que exige medidas de controle de poeira e fiscaliza as condicionantes, mas a empresa não se pronunciou sobre a reunião.