A reunião virtual da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos foi encerrada sem um posicionamento público do bloco. O Brasil manteve sua posição contra a captura de Nicolás Maduro e contra a atuação militar dos EUA no país vizinho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia expressado preocupação com a situação, dizendo que os EUA cometeram uma 'afronta gravíssima' e ultrapassaram uma 'linha inaceitável'.
A Celac foi criada em 2010 e reúne 33 países da região, buscando a integração latino-americana e caribenha. A aliança também busca a coordenação política, econômica e social dos países. Durante a reunião, o Itamaraty manteve uma posição contra a captura de Maduro e contra a atuação militar dos EUA no país vizinho.
A captura de Maduro ocorreu em uma operação militar liderada pela Força Delta, unidade de elite de operações especiais do Exército dos EUA. Maduro foi levado de helicóptero para um navio militar no Caribe e, em seguida, foi encaminhado aos EUA, onde permanece detido.
Nicolás Maduro deve comparecer a um tribunal em Nova York pela primeira vez, onde enfrentará acusações relacionadas à sua gestão no país. A União Europeia pediu 'respeito à vontade do povo venezuelano', enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o vice de Maduro pode pagar um preço maior que o próprio Maduro.