Rudi Fiorese tomou posse na Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS) em 2 de fevereiro de 2026. Pouco após sua chegada ao cargo, especificamente no dia 9 de fevereiro, ele procedeu com a assinatura de um aditivo que resultou em um acréscimo de R$ 1,5 milhão ao contrato da Agesul com a Construtora Rial Ltda. O contrato, que prevê a manutenção de rodovias na região de Três Lagoas, foi assinado em conjunto com Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, sócio da construtora, que, assim como Fiorese, está preso no âmbito da Operação Buraco Sem Fim.
A Operação Buraco Sem Fim investiga irregularidades relacionadas à execução de contratos, totalizando R$ 113 milhões, firmados entre a Rial e o município de Campo Grande no ano de 2018, período em que Rudi Fiorese atuava como secretário de obras na capital do estado. A ampliação do valor do contrato, que passou de R$ 11.574.493,80 para R$ 13.090.033,53, representou um aumento de 13,09%, somando R$ 1.515.539,73.
Além do aumento inicial, no dia 14 de março, apenas um mês após a primeira alteração, os dois firmaram um novo termo aditivo, agora para prorrogar a vigência do contrato por mais 12 meses. Antes das prisões, outro aditivo havia sido assinado, que permitiu a prorrogação, em caráter excepcional, de um ano, de um contrato da Rial com a Agesul, também voltado para a manutenção de rodovias na região de Camapuã.
A relação entre a Agesul e a Construtora Rial se estendeu ainda mais com a autorização de um segundo aditivo no valor de R$ 85.177,67, aprovado por Rudi Fiorese em 13 de março, que contempla serviços de drenagem e asfaltamento no Bairro Otaviano Pereira, localizado em Jaraguari.
O Portal da Transparência do governo de MS revela que a Rial mantém três contratos ativos com a Agesul, totalizando R$ 50.595.719,68, além de não estar atualizado sobre os aditivos que foram recentemente autorizados por Rudi Fiorese. Embora o Jornal Midiamax tenha buscado uma posição da Construtora Rial sobre essa situação, não houve retorno até o momento. O canal permanece aberto para qualquer manifestação por parte da construtora.