Oito em cada dez empresas industriais que tiveram dificuldades na obtenção de empréstimos apontam os juros elevados como o principal obstáculo no acesso ao crédito de curto ou médio prazo. A pesquisa mostrou que 80% culpam os juros, 32% atribuem a garantias reais e 17% citam a falta de linhas de crédito adequadas.
Somente 26% dos industriais contrataram ou renovaram crédito de curto prazo no período analisado. O percentual cai para 17% em relação ao crédito de longo prazo. Entre as empresas que buscaram crédito de longo prazo, cerca de um terço não tiveram sucesso, enquanto entre as que buscaram empréstimos de curto ou médio prazo, um quinto não obteve êxito.
A pesquisa também mostrou que 35% das empresas industriais que renovaram crédito de curto ou médio prazo afirmaram que as condições de acesso, como taxas de juros, número de parcelas, período de carência e exigência de garantias, ficaram piores ou muito piores entre fevereiro e julho de 2025. A taxa básica de juros está em 15% desde junho de 2025.
A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito, uma vez que a taxa Selic está em 15% ao ano e os juros reais em torno de 10%. O crédito mais caro desincentiva o investimento em expansão da capacidade produtiva e em inovação. Com isso, a indústria perde competitividade.